Fundace/USP diz que 77% das internações de mulheres em Ribeirão são por conta de parto ou complicações na hora do nascimento
Um estudo recente da Fundação de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (USP) analisou dados do DataSUS entre 2008 e 2017, revelando altas taxas de internações de mulheres na região devido a gravidez, parto e pós-parto. A pesquisa abrangeu Ribeirão Preto e mais 25 cidades.
Internações e suas causas
Foram registradas 117.535 internações, sendo 40% relacionadas ao parto, 37% a complicações durante o parto, 12% a complicações pré-parto, 8% a abortos e 3% a complicações pós-parto. Destes, 23.616 casos envolviam adolescentes, com 22.347 entre 15 e 19 anos e 1.269 entre 10 e 14 anos.
Gravidez na Adolescência: um problema preocupante
A gravidez na adolescência é um fator preocupante, representando 16% do total de internações. As cidades de Cajuru e Guariba apresentaram os índices mais altos: a cada 10 mil habitantes, aproximadamente 2,5 meninas entre 10 e 14 anos e 40 adolescentes entre 15 e 19 anos foram internadas anualmente por problemas relacionados à gravidez. Em contraste, Ribeirão Preto mostrou uma diminuição considerável nesses números, sugerindo a eficácia de programas locais de saúde.
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Recomendações e próximos passos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que cidades com altas taxas de gravidez na adolescência expandam o acesso a métodos anticoncepcionais, implementem programas de educação sexual para ambos os sexos, e adotem medidas para prevenir relações sexuais por coação. A pesquisa destaca a urgência de ações por parte das autoridades para enfrentar esse problema, que coloca em risco a saúde tanto da mãe quanto do bebê.



