Estudo da Unicamp aponta que mulheres obesas sofrem mais na menopausa
A menopausa é uma fase natural na vida da mulher, mas que pode trazer diversos desconfortos. Um estudo recente realizado pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp revelou que a obesidade intensifica os sintomas, principalmente as temidas ondas de calor.
Ondas de Calor e Obesidade: Uma Combinação Desconfortável
A pesquisa, publicada na renomada revista americana Menopause, analisou 749 mulheres entre 45 e 60 anos na região metropolitana de Campinas. Os resultados apontaram que mulheres com índice de massa corporal (IMC) acima de 30 sofrem com ondas de calor mais severas e frequentes do que mulheres com peso normal. Cerca de 70% das mulheres na menopausa experimentam ondas de calor, mas para as obesas, a intensidade e a duração são significativamente maiores.
O Impacto do Tecido Adiposo
A explicação para essa relação entre obesidade e ondas de calor mais intensas está no tecido adiposo. Embora o tecido adiposo produza estrogênio, hormônio que ajuda a regular a temperatura corporal, a grande quantidade de gordura dificulta a dissipação do calor, intensificando a sensação de calor excessivo. A pesquisa desmistifica a crença de que o tecido adiposo poderia auxiliar na reposição hormonal durante a menopausa.
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Prevenção e Melhora da Qualidade de Vida
Considerando que mais de 10% da população mundial é obesa, e que a obesidade é mais prevalente em mulheres, a prevenção é crucial. Manter um peso saudável por meio de exercícios físicos regulares e uma alimentação equilibrada pode minimizar significativamente a intensidade das ondas de calor na menopausa. Para mulheres que já estão na menopausa e sofrem com esse sintoma, a perda de peso pode trazer alívio considerável, melhorando a qualidade de vida e reduzindo o impacto negativo nas atividades diárias, trabalho e relações pessoais. A pesquisa reforça a importância de cuidar da saúde e do peso, principalmente a partir dos 45 anos, para uma menopausa mais tranquila.



