IBGE aponta que caiu a participação de mulheres em cargos gerenciais no Brasil em 2016
A participação feminina em cargos gerenciais no Brasil diminuiu, segundo pesquisa do IBGE divulgada em março. Em 2016, essa participação caiu para 37,8%, em comparação aos 39% de 2015, representando uma queda de 1,7 pontos percentuais nos últimos cinco anos.
Queda na participação feminina em cargos de liderança
O IBGE atribui essa redução, em parte, à crise econômica que afetou de forma mais intensa os grupos mais vulneráveis no mercado de trabalho, incluindo as mulheres. A pesquisa também aponta uma maior desigualdade entre homens e mulheres na gestão, especialmente em faixas etárias mais avançadas. Enquanto mulheres entre 16 e 29 anos ocupam 43,4% dos cargos gerenciais, essa porcentagem cai para 31,3% na faixa dos 60 anos ou mais.
A Síndrome da Impostora
Outro fator relevante discutido é a Síndrome da Impostora, que afeta homens e mulheres, mas com maior incidência no público feminino. Caracterizada pela insegurança e pela dúvida sobre a própria capacidade, a síndrome leva as mulheres a se sentirem inadequadas ao cargo ocupado, mesmo com evidências de sucesso. A atriz Emma Watson, por exemplo, já relatou ter vivenciado esse sentimento. Sintomas comuns incluem insegurança profissional, autoimagem distorcida, desconfiança em relação a elogios e até mesmo agressividade no ambiente de trabalho.
Tratamento e reflexões
A Síndrome da Impostora, apesar de ser um distúrbio psicológico, possui tratamento. Buscar ajuda profissional, como terapia ou coaching, além de fortalecer a autoestima e conversar com pessoas de confiança, pode auxiliar na superação desse desafio. A discussão sobre a síndrome e a redução da participação feminina em cargos de liderança destaca a necessidade de um olhar mais atento para as questões de gênero no mercado de trabalho e para a importância do apoio e do autoconhecimento para que as mulheres possam ocupar seus espaços com confiança e segurança.



