Colunista levanta debate sobre o assédio sexual contra as mulheres
O debate sobre assédio sexual contra mulheres no Brasil ganhou força recentemente, impulsionado por diversos casos que vieram à tona. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, divulgada em atrássto de 2017, traz dados alarmantes sobre a realidade da violência sexual no país.
Ameaças e Abusos: Números da Pesquisa
A pesquisa, realizada com 2003 pessoas em 35 cidades brasileiras, revelou que 23% das mulheres foram ameaçadas por homens este ano. Ainda mais preocupante é o dado de que 13,7 milhões de mulheres (17% do total de mulheres adultas no Brasil) afirmaram já terem sido ‘encostadas’ ou ter seu corpo tocado sem autorização. Entre as mulheres de 18 a 34 anos, esse percentual sobe para 20%. A pesquisa também indica que 35% dos brasileiros adultos conhecem pelo menos uma mulher que foi beijada à força no último ano.
A Percepção Social da Violência Sexual
Um dado relevante da pesquisa é que 94% dos entrevistados consideram que encostar ou tocar o corpo de uma mulher sem sua autorização configura violência sexual. Esse resultado se contrapõe a casos recentes, como o ocorrido na Avenida Paulista, onde um homem que assediou uma mulher em um ônibus foi liberado pela justiça, gerando grande polêmica e debates sobre a definição legal de violência sexual.
Leia também
Implicações e Desafios
Os números apresentados pela pesquisa do Instituto Locomotiva expõem a gravidade da violência sexual contra mulheres no Brasil. A discussão sobre a impunidade em casos de assédio e a conscientização sobre os direitos das mulheres são cruciais para combater esse problema. A maior visibilidade dada ao tema, embora possa gerar um aumento na denúncia de casos, também demonstra uma maior conscientização das mulheres sobre seus direitos e a importância de buscar justiça.



