Governo Federal inicia forte campanha publicitária em prol da reforma da previdência
O governo lançou uma nova campanha publicitária para promover a reforma da Previdência, com o lema “Todos pela reforma da Previdência para o Brasil não quebrar”. A iniciativa, no entanto, gerou controvérsia e críticas nas redes sociais.
Campanha polêmica e custo milionário
A campanha, veiculada nas redes sociais, custou R$ 103 milhões e R$ 600 mil, com cerca de 10% (R$ 10 milhões e R$ 300 mil) destinados à internet. Este valor foi aprovado pelo Congresso em novembro do ano passado. Apesar do investimento significativo, a recepção do público foi negativa, com muitos usuários questionando a estratégia governamental.
Desvio de foco e falta de transparência
Especialistas em comunicação criticam a campanha por não atender ao caráter exclusivamente informativo exigido por lei para a publicidade governamental. Em vez de informar a população sobre os detalhes da reforma, a campanha parece focar na construção de uma imagem positiva do governo, o que gera desconfiança. Além disso, a participação do presidente em programas de entrevistas para promover a reforma, aliada à redução de recursos para publicidade, reforça a percepção de uso político da verba.
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A percepção pública e a necessidade de soluções
A população, embora não se oponha à reforma da Previdência em si, demonstra insatisfação com a gestão governamental. Questões como a má administração da Previdência, a falta de cobrança de grandes devedores do INSS e a concessão de auxílios moradia a juízes e políticos são apontadas como razões para a resistência à campanha. A população exige que o governo resolva esses problemas antes de exigir mais contribuições, mostrando-se cansada de uma percepção de falta de transparência e equidade na gestão pública. A falta de soluções efetivas por parte do governo alimenta a descrença na campanha e na própria reforma.



