Retorno dos discos de vinil? Fãs estão deixando de comprar CDs e estão se rendendo à nostalgia
O mercado fonográfico passou por transformações significativas nas últimas décadas, com o vinil dando lugar ao CD e, posteriormente, ao streaming. Mas uma reviravolta interessante está acontecendo: o vinil está voltando com força.
O Renascimento do Vinil
Apesar da supremacia do CD em unidades vendidas (18 milhões contra 8 milhões de vinis no primeiro semestre de 2023), o faturamento com discos de vinil se aproxima do faturamento com CDs (US$ 224 milhões contra US$ 247 milhões). Isso se deve ao preço unitário muito superior dos vinis, indicando um público mais seleto e disposto a pagar mais por uma experiência auditiva diferenciada e/ou pela nostalgia.
A Nostalgia e a Qualidade do Som
A popularidade do vinil pode ser atribuída a diversos fatores. A nostalgia desempenha um papel importante, atraindo consumidores que apreciam a estética e a experiência sensorial associadas a esse formato. Além disso, muitos defendem a superioridade da qualidade do som do vinil em relação ao CD, descrevendo-o como mais “aveludado”. A concorrência com plataformas de streaming, como Spotify e Apple Music, também contribui para a valorização do vinil como um produto físico e único.
Leia também
O Futuro do Mercado Fonográfico
Embora o streaming domine o mercado musical, o ressurgimento do vinil demonstra a resiliência de formatos tradicionais e a busca por experiências alternativas de consumo musical. O lançamento de reedições em vinil por artistas consagrados, como João Donato e o Nirvana, evidencia a adaptação da indústria fonográfica a essa demanda crescente. A tendência sugere que, embora o vinil não substitua o streaming, ele continuará a ocupar um espaço significativo no mercado, atendendo a um público específico e apaixonado.



