Colunista comenta uma pesquisa que aponta que os filhos darão somente uma ‘lembracinha’ aos pais
Neste bate-papo informal, discutimos as expectativas de vendas para o Dia dos Pais. Apesar de ser a quinta data comemorativa importante do ano, as perspectivas são mais contidas em comparação com eventos como Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados.
Cenário Econômico e o Consumo
A Fecomércio aponta a “lembrancinha” como o presente mais provável para o Dia dos Pais, refletindo o cenário econômico atual. O índice de consumo recuou 3,2% em julho, indicando que as pessoas estão mais cautelosas com os gastos, priorizando o pagamento de dívidas e evitando novos compromissos financeiros. Embora haja uma leve queda na inadimplência (0,7% em junho, em relação a maio, e 5,6% no acumulado do ano), isso não se traduz diretamente em aumento do consumo.
Expectativas de Vendas e Preços
A estimativa de preço médio para presentes do Dia dos Pais é de R$ 160,00. Há divergências quanto ao crescimento das vendas, com algumas associações prevendo aumentos expressivos (8%), enquanto outros indicadores apontam para um cenário mais conservador. A lembrança do ano passado, com um crescimento de 3,9% após cinco anos de queda, é um dado a ser considerado, mas não garante uma repetição do desempenho.
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Perspectivas Futuras
Apesar do cenário desafiador, há um certo otimismo com a possibilidade de recuperação econômica no segundo semestre, impulsionada por reformas e a liberação do Fundo de Garantia. O índice de confiança do consumidor subiu 3,3% em julho, sugerindo uma expectativa positiva, mas o baixo índice de consumo indica cautela. As próximas datas comemorativas (Dia das Crianças, Black Friday e Natal) serão cruciais para o comércio, e a análise do impacto do Fundo de Garantia no consumo será fundamental para avaliar a recuperação da economia.



