Negociação entre Boeing e Embraer é o tema da coluna
A fusão entre a Boeing e a Embraer, um negócio bilionário, foi temporariamente suspensa após decisão judicial. Uma liminar obtida por deputados federais do Partido dos Trabalhadores interrompeu as negociações.
Aspectos da Negociação
A Embraer, empresa com origem estatal e detentora do Golden Share (poder de veto do governo federal), é alvo de interesse da Boeing, maior fabricante de aviões do mundo. A Airbus, por sua vez, firmou acordo com a Bombardier, principal concorrente da Embraer, criando um cenário de concorrência acirrada no mercado global.
Aspectos Políticos e Econômicos
A Boeing, com faturamento anual de US$ 24 bilhões, busca fortalecer sua posição no mercado de aviação comercial de médio porte. A proposta prevê a criação de uma nova empresa, com 80% das ações pertencentes à Boeing e 20% aos acionistas da Embraer. Políticos questionam a falta de transparência sobre o futuro da Embraer dentro dessa nova estrutura, especialmente quanto à representatividade no conselho administrativo. Há preocupações de que a Embraer possa perder sua identidade e ser “engolida” pela gigante americana, similar ao que ocorreu com a Antártica após a fusão com a Ambev.
Leia também
O Futuro da Embraer
Apesar das incertezas, a Embraer possui um robusto catálogo de encomendas (437 aeronaves), demonstrando sua importância no mercado. A expertise da empresa em engenharia e desenvolvimento de novos produtos, como o cargueiro KC-390, a posiciona como uma concorrente forte, mesmo diante da concorrência com a Bombardier. As negociações devem prosseguir, buscando maior clareza e garantindo a participação efetiva da Embraer na nova sociedade, preservando sua identidade e contribuição para o mercado aeronáutico.



