Facebook admite que pagou centenas de terceirizados para ouvir e transcrever conversas de usuários; colunista comenta o caso
O Facebook admitiu o pagamento de centenas de terceirizados para transcrever conversas de usuários, justificando a prática como forma de aprimorar o direcionamento de anúncios e a entrega de informações.
Escândalo de privacidade no Facebook
Em meio a polêmicas anteriores, como a multa de US$ 5 bilhões por exposição de dados que influenciou eleições americanas e o Brexit, a nova revelação levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários. A empresa utilizou uma ferramenta do Messenger onde os usuários autorizaram o acesso aos áudios, mas a falta de transparência e o uso de funcionários externos sem conhecimento da origem das conversas geram questionamentos.
Funcionários externos e a coleta de dados
Funcionários terceirizados, sem conhecimento da identidade dos usuários, transcreveram mensagens de áudio do Messenger. O objetivo era avaliar a eficácia da inteligência artificial do Facebook na interpretação do comportamento dos usuários, visando melhorar os serviços de anúncios e informações. Essa prática, embora legalizada pela autorização dos usuários, levanta preocupações éticas e de privacidade.
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Reflexões sobre privacidade e tecnologia
O caso reforça a necessidade de atenção aos dados compartilhados online. A facilidade com que empresas de tecnologia coletam e utilizam informações pessoais, muitas vezes sem total transparência, exige cautela dos usuários. A dependência da tecnologia e a busca por vantagens, como descontos, podem levar ao compartilhamento excessivo de informações. É fundamental um equilíbrio entre o uso da tecnologia e a proteção da privacidade individual.