Colunista analisa os conteúdos violentos que têm se tornado rotina nas redes sociais
O aumento de conteúdo violento nas redes sociais é uma preocupação crescente. De acordo com dados recentes, esse tipo de conteúdo, incluindo discursos de ódio, imagens fortes e apoio a causas terroristas, aumentou mais de dez vezes em apenas um ano.
A escalada da violência online
Relatórios de transparência, como os do Facebook, mostram um crescimento alarmante. No caso do Facebook, o número de conteúdos violentos removidos saltou de 3 milhões para 33 milhões entre janeiro e março de 2019. Apesar de o Facebook ter um algoritmo para filtrar esse tipo de conteúdo e comunicar casos graves às autoridades, a plataforma conta muito com a denúncia dos usuários para identificar e remover publicações nocivas.
A responsabilidade do usuário
Não apenas as plataformas são responsáveis. Compartilhar informações falsas ou ofensivas contribui para a disseminação da violência online. A falta de respeito e a utilização das redes sociais como uma “arena” alimentam os discursos de ódio e a sensação de insegurança. A palavra-chave é respeito, tanto no conteúdo que se produz quanto no que se compartilha.
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Fake news e o engajamento
As fake news também se configuram como um tipo de conteúdo violento, muitas vezes incitando ódio, racismo e outros comportamentos nocivos. Estudos demonstram que informações falsas estão gerando mais engajamento nas redes sociais do que notícias de veículos tradicionais, o que demonstra a urgência em combater a desinformação. A responsabilidade individual é crucial: denunciar conteúdos falsos e violentos é um passo importante para frear a disseminação desse tipo de material e construir uma internet mais segura e respeitosa.
Em suma, o combate à violência online requer uma ação conjunta de plataformas e usuários. A denúncia de conteúdo nocivo e a prática do respeito nas redes sociais são fundamentais para criar um ambiente virtual mais saudável e seguro.