Você sabia que mais da metade das vagas de empregos no Brasil podem ser substituídas por robôs até 2026?
Um estudo recente da Universidade de Brasília revelou um dado alarmante: 54% dos empregos formais no Brasil podem ser automatizados até 2026. Essa pesquisa, realizada em 2017 e baseada na análise de 2.600 ocupações, causou surpresa ao incluir profissões que não se imaginava tão suscetíveis à automação.
Profissões em Risco
O estudo apontou uma ampla gama de profissões em risco, incluindo não apenas funções tradicionais e repetitivas, mas também cargos que exigem maior especialização. Engenheiros químicos (96%), carregadores de armazéns (77%) e até árbitros de vôlei (71%) estão entre as ocupações com alta probabilidade de automação. A pesquisa também comparou o risco no Brasil com outros países, mostrando que, apesar dos 54%, o Brasil se encontra em uma situação melhor que países como a Guatemala (75%) e pior que os Estados Unidos (47%).
A Polêmica da Substituição
Embora o estudo aponte a possibilidade de substituição, a realidade é mais complexa. A automação, representada por softwares e robôs, ainda apresenta limitações. Profissionais da área apontam que softwares de transcrição, por exemplo, apesar de rápidos, cometem muitos erros, demandando tempo extra para revisão. O caso dos Correios, em 2018, ilustra essa questão: a tentativa de automação de funções de triagem gerou protestos e a reversão da decisão. A interação humana, o atendimento personalizado e a resolução de problemas complexos, ainda são fatores que dificultam a completa substituição de profissionais por máquinas.
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O Futuro do Trabalho
A tecnologia está transformando o mercado de trabalho, mas não necessariamente o extinguindo. O alerta do estudo não deve ser visto como um sinal de pânico, mas como um incentivo à adaptação. A priorização de habilidades humanas, como a capacidade de comunicação, resolução de problemas criativos e interação interpessoal, será fundamental para a empregabilidade no futuro. A chave está em direcionar o conhecimento e as habilidades para áreas que demandam a inteligência e a sensibilidade humana, deixando as tarefas repetitivas e mecânicas para a automação.