Quais os riscos de expor demais a vida particular e opiniões polêmicas na internet? Especialista explica
As redes sociais se tornaram palco de inúmeros comportamentos, desde atualizações de relacionamento até debates políticos acalorados e exposição da vida pessoal. Porém, essa exposição constante pode trazer consequências negativas para os usuários. A psicanalista Patrícia Teixeira analisou conosco alguns desses comportamentos e seus impactos.
O caso Karol Conká e a intolerância digital
Um exemplo recente foi a repercussão do anúncio do namoro da cantora Karol Conká com o guitarrista Thiago Barromeu. A reação de muitos fãs, marcada pela revolta e comentários negativos nas redes sociais, levantou questionamentos sobre as expectativas em torno da vida pessoal de figuras públicas e a intolerância com escolhas individuais. A cor da pele do novo parceiro de Karol foi um dos pontos centrais da polêmica, expondo um triste retrato da intolerância digital.
A epidemia do mal-estar nas redes sociais
Patrícia Teixeira aponta para uma “epidemia do mal-estar” disseminada pelas redes sociais, resultado da cultura da superexposição. Plataformas como o Instagram, comparadas a revistas de fofoca, criam uma imagem idealizada de perfeição, gerando repúdio quando a realidade se distancia desse ideal. A análise do impacto da vida pessoal de figuras públicas, como Karol Conká ou Bruno Gagliasso, demonstra como as redes sociais amplificam a intolerância e o julgamento, afetando profundamente a saúde mental dos envolvidos e dos espectadores.
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A depressão digital e a importância da educação digital
A psicanalista destaca a depressão digital, uma realidade causada pelos meios digitais, com consequências que podem ser muito graves, chegando até mesmo a casos de suicídio. A falta de cautela ao postar, comentar e compartilhar informações, incluindo fake news, contribui para esse cenário. A solução, segundo Patrícia, reside na educação digital, conscientizando os usuários sobre os impactos de seus atos online e promovendo o diálogo construtivo, buscando consensos em debates relevantes.
A Organização Mundial da Saúde classifica a depressão como a doença do século, e as redes sociais desempenham um papel significativo nesse contexto. A busca incessante pela perfeição, alimentada pela instantaneidade das mídias, contribui para o mal-estar generalizado. A discussão sobre saúde mental e o uso responsável das redes sociais deve ser contínua e presente, buscando promover o bem-estar digital e a conscientização da população.