Você sabia que muitas cascas de frutas possuem mais propriedades nutricionais que a própria poupa?
As cascas, sementes e folhas de alimentos, normalmente descartadas, possuem alto valor nutricional, muitas vezes superior ao da polpa. A nutricionista Cristina Trovó esclarece as razões para esse desperdício e ensina como aproveitar melhor esses recursos.
Desperdício alimentar: cultura ou desconhecimento?
O descarte de partes comestíveis dos alimentos é um hábito enraizado na cultura, muitas vezes por desconhecimento dos benefícios nutricionais. A remoção da casca de frutas como banana e maçã, por exemplo, é automática, mesmo que a casca seja rica em nutrientes. A qualidade do alimento na hora da compra também influencia o descarte, sendo que apenas partes deterioradas devem ser removidas.
Benefícios nutricionais das cascas e outras partes dos alimentos
Estudos, como o realizado na Unesp, demonstram que a casca da goiaba, por exemplo, contém até três vezes mais proteína que a polpa. As cascas são ricas em fibras, essenciais para a saúde intestinal, prevenindo doenças como câncer de cólon, controlando a glicemia e o colesterol. Outras partes ricas em nutrientes incluem a casca da batata (vitamina C e fibras), a berinjela (potássio, magnésio e fibras) e as raspas de limão.
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Receitas e dicas de armazenamento
Cristina Trovó sugere diversas formas de aproveitar as cascas, como a preparação de caponata de banana verde (dura até uma semana na geladeira), farinhas (farinha de maracujá, por exemplo, dura até 15 dias em local seco) e geleias. A farinha de coco, também rica em fibras, é uma opção para o controle da glicemia. O uso de cascas em receitas adiciona nutrientes como fibras, cálcio, ferro, cobre, magnésio, potássio e zinco, além de gerar economia e praticidade.
Aproveitar as partes comestíveis dos alimentos, além de contribuir para uma alimentação mais saudável e rica em nutrientes, representa uma atitude sustentável e econômica, reduzindo o desperdício e otimizando o uso dos recursos disponíveis.