Colunista fala sobre o consumo de plantas comestíveis e seus benefícios
As plantas alimentícias não convencionais (PANCs) são o tema da nossa coluna nutricional de hoje. Conversamos com a nutricionista Cristina Trovó para desvendar o universo dessas plantas comestíveis muitas vezes ignoradas, mas que oferecem alto valor nutricional.
Benefícios Nutricionais das PANCs
As PANCs eram amplamente utilizadas no passado, quando o contato com a terra era mais frequente. Com a urbanização, seu consumo diminuiu, mas a Embrapa destaca seus benefícios e promove seu cultivo. Existem cerca de 10 mil espécies de PANCs no Brasil, cada uma com suas propriedades únicas. A nutricionista cita exemplos como o ora-pro-nóbis, rico em aminoácidos e considerado um superalimento por seu alto teor de proteína e fibras, prevenindo doenças como diabetes e câncer de cólon. A taioba, rica em ferro, manganês e cálcio, também se destaca, sendo benéfica para o sistema imunológico. É importante ressaltar que a taioba deve ser consumida refogada, e não crua, devido ao oxalato de cálcio.
Cultivo e Inclusão das PANCs na Alimentação
As PANCs podem ser incluídas em saladas, refogados e sucos. O ora-pro-nóbis, por exemplo, combina bem com frango ou carne, enquanto a capuchinha pode ser adicionada a saladas. Um ponto positivo é a facilidade de cultivo: muitas PANCs crescem como ervas daninhas, dispensando agrotóxicos e regas frequentes. Seu cultivo em vasos ou quintais é barato e acessível, tornando-as uma opção viável para o dia a dia.
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As PANCs são encontradas em feiras livres e também pela internet, com fornecedores que enviam mudas em vasos. A nutricionista destaca a beleza ornamental de algumas espécies, como a beldroega, rica em ômega 3, que pode embelezar a casa. Incluir as PANCs na alimentação é uma forma simples e nutritiva de diversificar o cardápio e aproveitar os recursos naturais disponíveis.