Confira as dicas da língua portuguesa para esta semana
Nesta edição, a educadora Marisa Janequine apresenta reflexões sobre a língua portuguesa, baseadas em observações de suas próprias falas em podcasts. Ela destaca alguns pontos que merecem atenção quanto à norma culta.
Concordância Verbal
Marisa aponta equívocos em sua concordância verbal, como em “Kublai Khan contratou funcionários que iam a seus reinos e catalogava”, onde o correto seria “catalogavam”. Outro exemplo citado é “Os olhos de cada um de nós capta o que a alma sente”, cuja forma correta é “captam”. Ela reconhece que a emotividade e o ritmo da fala podem interferir na precisão gramatical, comprometendo a concordância verbal, e se compromete a ser mais cuidadosa.
Precisão em Citações
A educadora também aborda a importância da precisão ao citar obras. Em edições anteriores, ela mencionou um conto de Guy de Maupassant sem especificar o título, “O Colar”. Ela agradece à ouvinte Daniela por apontar a omissão, corrigindo a informação e fornecendo a grafia correta do nome do autor.
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Concordância com Termos Implícitos
Marisa relata uma consulta sobre a escrita de uma placa para uma ótica. A dúvida era entre “Estamos abertos” e “Estamos aberto”. Ela explica que ambas as formas estão corretas, mas que “Estamos aberto” é uma forma mais elegante de concordância, utilizando a figura de linguagem denominada “silepse”, onde a concordância se dá com um termo implícito (o espaço aberto). O dono da loja optou pela forma mais simples, “aberto”, para evitar questionamentos.
Marisa finaliza o artigo enfatizando a importância da norma culta, mas também a influência da sonoridade na sua forma de falar. Ela utiliza a música “Não Deixa o Samba Morrer” como metáfora para a preservação da cultura e da língua portuguesa, desejando uma ótima semana aos ouvintes.