Tema do comentário é o pronome ‘eu’; conheça seus usos corretos
Neste programa, conversamos com a educadora Marisa Gennikini sobre o uso do pronome “eu” e a construção da identidade.
O “eu” na construção da identidade
O pronome “eu” define o emissor da mensagem, traduzindo sua identidade e posições. No cotidiano, assim como no teatro, estamos em cena, interpretando papéis e construindo nossa imagem perante os outros. A maneira como nos apresentamos através do “eu” revela muito sobre quem somos.
O “eu” ficcional: Fernando Pessoa e a multiplicidade de identidades
A obra de Fernando Pessoa, com seus heterônimos e ortônimo, exemplifica a capacidade de criar diferentes “eus” fictícios, cada um com sua visão de mundo. Essa multiplicidade de identidades literárias demonstra a riqueza e a complexidade da construção da identidade, mesmo que ficcionalmente.
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O “eu” no cotidiano: fingindo ser quem não se é
A educadora compartilha uma experiência pessoal de sua adolescência, onde escrevia cartas de amor para as amigas, assumindo um “eu” ficcional para seus namorados. Essa experiência demonstra como podemos utilizar a construção de um “eu” para diferentes propósitos, inclusive para contribuir para encontros amorosos. A multiplicidade de “eus” que construímos ao longo da vida, seja na literatura, no teatro ou no cotidiano, nos permite explorar diferentes facetas de nossa personalidade e enriquecer nossas experiências.
Em meio à comunicação digital, a experiência de receber cartas pelo correio e a saudade desse tempo nos faz refletir sobre a construção da identidade e a importância de sonhar e criar ficções em nossas vidas. A multiplicidade de “eus” não serve apenas para traduzir nossas ideias, mas também para criar e sonhar.