Colunista ressalta a importância de se ter um bom vocabulário para evitar a repetição de palavras
A língua portuguesa, tema recorrente em nossos encontros, é foco desta discussão. Vamos explorar o uso preciso das palavras e a importância de evitar repetições desnecessárias.
Enriquecendo o Vocabulário
Palavras como “coisa” são muito vagas e carecem de precisão. Buscar sinônimos e expressões mais ricas enriquece a escrita e a fala, demonstrando propriedade da linguagem. Em vez de repetições desnecessárias, como dizer “Brasil, o país, o espaço brasileiro”, podemos usar variações que demonstram maior domínio vocabular.
A Repetição como Recurso Estilístico
Embora a repetição excessiva indique falta de vocabulário, ela pode ser um recurso estilístico poderoso. Carlos Drummond de Andrade, em seu Poema da Necessidade, utiliza a repetição de “é preciso” para transmitir a sensação de deveres constantes, que sufocam a paixão. A repetição, nesse contexto, não é pobreza de linguagem, mas sim uma ferramenta expressiva.
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Outro exemplo da força da repetição é o poema No meio do caminho, de Drummond. A repetição de “no meio do caminho tinha uma pedra” não demonstra pobreza vocabular, mas sim a ideia de que sempre haverá obstáculos em nosso caminho. A repetição, portanto, pode ser um recurso expressivo, desde que utilizada com maestria e propósito. Assim, o domínio da língua portuguesa exige cuidado, criatividade e sensibilidade para explorar todas as suas possibilidades.
Portanto, o uso consciente da linguagem, seja evitando repetições desnecessárias ou utilizando-as como recurso estilístico, é fundamental para uma comunicação eficaz e expressiva. Cuide da língua portuguesa como se cuida de algo precioso; afinal, ela é a ferramenta que nos permite expressar nossas ideias e emoções.