Colunista analisa o ‘machismo’ presente na língua portuguesa
A educadora Marisa Genequene, em participação na CBN, abordou questões de gramática portuguesa, destacando o machismo presente na língua e as regras de crase.
Machismo na Gramática
Marisa iniciou sua discussão afirmando que a gramática portuguesa é extremamente machista. Como exemplos, citou a concordância de gênero em frases como “duas mil mulheres e um homem estão preocupados”, onde a presença de um homem torna a concordância masculina, e a personificação de Deus como masculino (“Deus é nosso pai”). Apesar disso, ela reconheceu a existência de deusas na história e na cultura popular, como na música.
Regras de Crase
A educadora explicou a regra de crase, afirmando que o acento grave só é usado sobre a preposição “a” antes de um substantivo feminino, e somente quando há a junção de uma preposição e um artigo. Foram apresentados exemplos de uso correto (”comprei à vista”, “refiro-me à menina”) e incorreto (”comprei a prazo”, “refiro-me a você”). Ela também explicou o uso da crase em expressões como “das 14 às 18 horas”, onde há a junção de duas preposições “de” e “a”.
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Manifesto pela Crase
Marisa, se declarando feminista, finalizou sua participação com uma proposta inusitada: um protesto em defesa das regras da língua portuguesa, utilizando a crase como símbolo. Ela pretende sair às ruas com uma faixa, reivindicando respeito às normas gramaticais, mostrando a beleza da língua e a importância de seu estudo. A educadora encerrou convidando os ouvintes a apreciarem a música “Deusa da Minha Rua”, de Roberto Carlos, como forma de celebrar a expressão feminina na arte.