Você sabe qual a origem da expressão ‘criado-mudo’? Confira a explicação
A educadora Marisa Genquine compartilhou uma experiência curiosa em Roma que a fez refletir sobre a riqueza e a singularidade da língua portuguesa.
Um Bilhete Inteligente em Roma
Durante uma viagem a Roma com sua filha, Marisa se viu na necessidade de deixar um bilhete com a chave do cadeado da mala. Para garantir que apenas sua filha entendesse a mensagem, ela decidiu usar o nome do móvel onde deixaria a chave: o criado-mudo. A ideia era criar um enigma que só quem conhecesse a língua portuguesa conseguiria decifrar.
A Singularidade do Criado-Mudo
Marisa então comparou a designação “criado-mudo” em diferentes idiomas, percebendo a sua singularidade. Em italiano (tavolino da letto), francês (table de chevet), inglês (nightstand) e espanhol (mesita de noche), não há a mesma conotação de um “criado” que “não fala”. Essa observação a levou a refletir sobre como a língua portuguesa atribui significados únicos às coisas, moldando nossa percepção de mundo.
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A Língua Portuguesa como Segredo
A comunicação em português entre Marisa e sua filha, utilizando a charada “Chá (chave), criado-mudo”, funcionou como um código secreto. A experiência reforça a ideia de que a linguagem não apenas transmite informações, mas também constrói relações e identidades culturais. A escolha de usar o português como código secreto, mesmo em Roma, demonstra o valor e a importância da língua para a comunicadora.