Professora aponta que as obras de arte são grandes ferramentas de comunicação
A educadora Marisa Gennikini convida os ouvintes a refletirem sobre o apólogo “A Agulha e a Linha”, de Machado de Assis, explorando a linguagem e atemporalidade da obra.
A Agulha e a Linha: Uma metáfora da colaboração
No apólogo, uma agulha e uma linha discutem sobre sua importância na confecção de um vestido. A agulha, arrogante, se considera superior por abrir caminho no tecido, enquanto a linha argumenta que sua função de unir as partes é essencial para o resultado final. Essa discussão reflete a dinâmica da retórica, onde argumentos são usados para sobrepor-se ao adversário, numa busca pela vitória individual.
A lição do trabalho conjunto
A narrativa demonstra que a verdadeira vitória reside na colaboração. A linha, visível no vestido da baroneza, é quem vai ao baile, enquanto a agulha permanece esquecida. No entanto, o final traz uma reviravolta: o narrador, ao contar a história a um professor melancólico, revela que também já serviu de agulha a muitas linhas ordinárias. Essa reflexão aponta para a beleza de abrir portas para outros seres, permitindo seu crescimento e autonomia, sem a necessidade de aplausos, mas sim da convicção interior do trabalho bem feito.
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Educação e a construção de um mundo melhor
Marisa Gennikini finaliza sua reflexão destacando a importância da educação em todos os lugares. Para ela, cada um de nós possui a capacidade de educar e construir um mundo melhor, colaborando como a agulha e a linha na construção de um tecido que é texto e vida. A educadora finaliza com uma citação de Chico Buarque, reforçando a beleza da língua portuguesa.