‘Compro, logo existo’; colunista brinca com a célebre frase de René Descartes para analisar o comportamento humano contemporâneo
A educadora Marisa Genekini discorreu sobre o consumismo exacerbado do homem contemporâneo, que busca na aquisição de bens materiais a comprovação de sua existência. Em uma conversa na CBN, ela traça um paralelo com o pensamento cartesiano (“Penso, logo existo”), argumentando que a verdadeira existência vai além do consumo.
O Consumo como Existência?
Genekini diferencia o consumo necessário para a sobrevivência da compulsão por compras. Ela destaca a desigualdade social, onde muitos são privados até mesmo do consumo básico, e a influência da indústria e da propaganda na criação do desejo de consumo, muitas vezes gerando o descarte de bens ainda úteis em prol da novidade.
O Equilíbrio Cartesiano
A educadora propõe um equilíbrio entre o consumo material e a busca por outras necessidades existenciais. Para ela, a verdadeira existência reside em nutrir a alma, buscando satisfazer outras “fomes” além das materiais. A participação em meios de comunicação, como a CBN, é apresentada como um exemplo de busca por experiências que transcendem o material.
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Além do Material
Marisa Genekini finaliza a entrevista enfatizando a importância de encontrar o equilíbrio entre a satisfação das necessidades materiais e a busca por experiências e conexões que enriqueçam a alma. A música “Andança”, de Beth Carvalho, é mencionada como um símbolo dessa busca por algo além do material, representando a riqueza da cultura e a beleza da vida.