Colunista fala da busca da humanidade na manutenção da juventude
Mais uma segunda-feira, e a educadora Marisa Gennikini retorna à CBN para mais um papo. Hoje, o tema é a busca pela eterna juventude, um desejo humano retratado na obra O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde.
O Pacto com a Juventude Eterna
Em O Retrato de Dorian Gray, um jovem faz um pacto demoníaco: sua beleza permanece intacta enquanto seu retrato envelhece. Inicialmente, parece o sonho de uma eterna juventude. No entanto, Marisa destaca que essa inversão da natureza tem consequências negativas.
As Consequências da Estagnação
O jovem Dorian Gray, embora fisicamente jovem, não se desenvolve emocionalmente. Ele desperdiça o tempo, não adquire experiências e se torna um indivíduo despreparado. Marisa argumenta que a passagem do tempo, com seus aprendizados e transformações, é essencial para o crescimento pessoal. O movimento, a mudança, é o que nos mantém vivos.
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A Arte como Símbolo da Permanência
Marisa contrapõe a efemeridade da vida humana à permanência da arte. A tela em O Retrato de Dorian Gray não muda, enquanto o homem envelhece e se transforma. A educadora ressalta a importância de abraçar a efemeridade, aprendendo e evoluindo continuamente. A verdadeira medida do homem não está no tempo material, mas no tempo interior, rico em experiências e aprendizado. Para exemplificar a permanência da arte, Marisa finaliza o programa com a música “Maloca”, de Adoniram Barbosa.