Professora analisa algumas obras de um dos mais importantes escritores brasileiros, Machado de Assis
A educadora Marisa Gennikini analisou o apólogo “A Agulha e a Linha”, de Machado de Assis, em um programa de rádio da CBN. A discussão se inicia com a leitura de um provérbio: “Há duas maneiras de abrir a cabeça de uma pessoa: ler um bom livro ou usar um machado. Recomendo o livro”.
Personificação e conflito
O texto utiliza a personificação da agulha e da linha para explorar o tema do individualismo. A agulha, vaidosa, acredita ser superior à linha, pois “fura o pano”, enquanto a linha apenas “obedece”. A linha rebate, argumentando que ela é quem realmente dá forma e utilidade ao tecido, costurando e criando a peça.
Aparência versus essência
A narrativa destaca a ironia da situação: a agulha, que se julgava mais importante, termina relegada à caixa de costura, enquanto a linha, discreta e essencial, desfila no baile, integrada à roupa que ajudou a criar. Machado de Assis critica, assim, a valorização excessiva da aparência em detrimento da colaboração e do trabalho em conjunto.
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Reflexão final
O programa finaliza com uma reflexão sobre a história, comparando a agulha e a linha a diferentes papéis na vida. A discussão levanta questionamentos sobre a busca pelo protagonismo e a importância da união, em contraponto ao individualismo. A escolha da música “Te Ver”, do Skank, reforça a ideia da importância do amor e da parceria.