‘A Primeira Mulher do Nunes’, de autoria do escritor brasileiro Rubem Braga, é o destaque da semana
Neste artigo, analisamos a crônica/conto de Rubem Braga, “A primeira mulher do Nunes”, focando na construção da personagem feminina pela imaginação do narrador.
O Amor Platônico de Nunes
A narrativa gira em torno do narrador, que ouve relatos sobre a encantadora “primeira mulher do Nunes”. Sem nunca tê-la encontrado pessoalmente, ele a idealiza, construindo uma personagem em sua mente. A cada oportunidade de encontro, surge uma justificativa para adiá-lo, revelando uma resistência a confrontar a realidade.
A Fantasia versus a Realidade
A história destaca a fascinante dinâmica entre a fantasia e a realidade. O narrador, passando por dificuldades pessoais (trabalho, relacionamentos, dívidas), encontra na figura idealizada de “A primeira mulher do Nunes” um refúgio, um preenchimento para o vazio que sente. A idealização, porém, impede o encontro e a experiência real do relacionamento.
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A Importância do Encontro Presencial
A crônica nos leva a refletir sobre os relacionamentos virtuais contemporâneos, comparando-os ao amor platônico do narrador. A construção de perfis idealizados em aplicativos de relacionamento pode criar uma barreira para o encontro presencial e a construção de relações autênticas. A experiência real, com suas complexidades e aprendizados mútuos, é fundamental para ir além da fantasia e construir vínculos verdadeiros. A busca pela realidade, em detrimento da idealização, é o caminho para relações mais significativas.