Obra de Fernando Pessoa volta a ser objeto de análise na coluna
Nesta edição do Papo Certo, a educadora Marisa Gianniquini conversa sobre o poema “Autopsicografia”, de Fernando Pessoa. O programa inicia com a leitura do poema, que, segundo Marisa, é uma de suas referências poéticas essenciais.
A Criação Poética: Uma Reinvenção da Realidade
Marisa explica que o ato de criar, seja na poesia ou em qualquer outra arte, é um processo de reinvenção da realidade. O poeta parte de sua experiência cotidiana, mas a transforma, a recria em um novo momento, um momento de fingimento que não é falso, mas sim uma construção artística.
O Poeta e o Leitor: Uma Transformação Compartilhada
A educadora destaca que o poema não deve ser lido como uma tradução da vida pessoal do poeta ou como a história particular de cada indivíduo. O leitor é convocado a ser poeta, a criar sua própria “dor lida”, despertando seus sentidos pelo contato com os versos. Marisa discute a ideia de “metapoesia”, enfatizando que a arte não é a vida pessoal do artista, mas sim uma forma de ficção, de fingimento. Através do poema, tanto o poeta quanto o leitor se transformam, se reinventam.
Leia também
Reflexões e Convite à Imersão Poética
Marisa finaliza o programa expressando sua admiração pela obra de Fernando Pessoa e outros grandes artistas, ressaltando a profunda reflexão que a poesia proporciona. Ela convida os ouvintes a se envolverem na paixão poética, a se conectarem com a obra de Pessoa e a imergir na experiência estética da poesia. A conversa termina com a sugestão musical de Mália Rodrigues e a canção “Uma Casa Portuguesa”, criando um ambiente poético e acolhedor.