Professora explica porque o gênero masculino é o mais usado na língua portuguesa
A língua portuguesa, como constatada pela educadora Genequini, apresenta uma tendência marcante ao uso do masculino, mesmo quando se referindo a grupos mistos ou majoritariamente femininos. Essa característica se manifesta em diversas situações, desde a concordância nominal até a escolha de pronomes e substantivos.
A predominância do masculino na língua
Em frases como “Duas mil mulheres e um homem estão preocupados”, o adjetivo “preocupados” fica no masculino plural, mesmo com a maioria feminina. A mesma lógica se aplica à referência ao gênero humano de forma genérica, onde o masculino costuma prevalecer. Até mesmo a figura de Deus, na construção linguística tradicional, é masculina.
A crase: uma exceção que confirma a regra
Apesar da predominância do masculino, a língua portuguesa oferece uma brecha para a marcação do feminino por meio da crase. A crase, contração da preposição “a” com o artigo feminino “a”, é um recurso exclusivamente feminino e indica a presença de um substantivo feminino. Exemplos: “Fui à feira”, “Entreguei o material à equipe”. Entretanto, é importante notar que a crase só ocorre diante de substantivos femininos e na presença de uma preposição.
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Desafios e reflexões sobre o uso da linguagem
A discussão sobre o uso da linguagem e a predominância do masculino não se esgota aqui. A educadora aponta a necessidade de um espaço maior para a representação feminina na língua, sem deixar de reconhecer a importância de se usar a língua de forma correta. A questão vai além da simples concordância nominal, abrangendo reflexões sobre gênero, identidade e a construção social da linguagem. O importante é usar a língua com consciência, buscando uma comunicação inclusiva e respeitosa, que valorize a pluralidade humana.