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Colunista fala sobre o filme "Coringa" e a relação dele com gêneros literários consagrados
CBN Papo Certo
Colunista fala sobre o filme "Coringa" e a relação dele com gêneros literários consagrados

Colunista fala sobre o filme “Coringa” e a relação dele com gêneros literários consagrados

A Tragédia do Palhaço: Uma Análise de Coringa

Em recente conversa, a educadora Marisa Gennikini analisou o filme Coringa, utilizando a lente de gêneros literários clássicos como a hipopeia, a tragédia e a comédia. A hipopeia, presente na saga heroica da Odisseia, contrasta com a tragédia de Édipo Rei, que explora a fragilidade humana. A comédia, muitas vezes vista como gênero leve, é abordada por Gennikini em sua complexidade, mostrando como pode ser tão profunda quanto a tragédia grega, especialmente quando promove reflexão.

O Riso como Máscara da Dor

Gennikini destaca o riso incontrolável do Coringa como um mecanismo de defesa contra um mundo que o rejeita. Seus atos de palhaço, brincadeiras com crianças e ataques de riso são interpretados como manifestações de sua dor profunda. A sociedade, representada pela família e a psicóloga, demonstra agressividade constante em relação ao personagem, negligenciando seus afetos e contribuindo para sua instabilidade emocional. O filme, portanto, explora a precariedade de um sistema que falha em acolher o ser humano em sua vulnerabilidade.

Comédia e Violência: Uma Reflexão Profunda

A análise de Gennikini se aprofunda na relação entre comédia e violência em Coringa. O riso do palhaço, longe de ser superficial, torna-se um grito de dor, um reflexo do despreparo da personagem para lidar com suas questões pessoais. A violência do Coringa é apresentada como uma resposta à falta de humanidade e à exclusão social que ele sofre. A máscara do palhaço esconde uma vida mal-vivida que explode em violência, chamando atenção para a dor do excluído e a complexidade da comédia que ultrapassa o simples riso.

A educadora finaliza sua análise enfatizando a necessidade de olharmos para além da superfície, compreendendo o riso como uma expressão da dor e a violência como consequência da exclusão. A discussão sobre o filme Coringa nos convida a refletir sobre a importância do acolhimento e da empatia em um mundo que muitas vezes ignora o sofrimento dos mais vulneráveis.

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