Qual seu estilo na hora de escrever? Professora aborda o tema
Neste encontro com a educadora Marisa Gennichini, discutiu-se o uso da língua portuguesa e suas diferentes modalidades, focando na propriedade segundo o padrão formal. Marisa iniciou a conversa abordando o conceito de estilo, afirmando que “o estilo é o homem”, ressaltando a marca individual que cada pessoa imprime na sua forma de falar e escrever.
O uso do pronome “se” e a concordância verbal
Um ponto central da discussão foi o uso do pronome “se”, partícula que apresenta diferentes usos na língua portuguesa. Marisa exemplificou com frases como “Aluga-se este apartamento” e “Alugam-se apartamentos”, mostrando a concordância verbal com o sujeito. No entanto, quando há uma preposição entre o verbo e o complemento, como em “Precisa-se de funcionários”, o verbo permanece na terceira pessoa do singular. A mesma regra aplica-se a construções como “Trata-se de questões”.
Determinação e indeterminação com o pronome “se”
Outro ponto abordado foi a diferença entre o uso do “se” para indicar indeterminação e sua omissão quando o sujeito está determinado. A frase “O livro trata de questões pertinentes” demonstra a ausência do “se”, pois o sujeito “livro” está determinado. Por outro lado, em “Trata-se de uma família de retirantes”, o “se” indica indeterminação. A inclusão de vírgulas, como em “Quanto ao livro, trata-se de questões pertinentes”, também altera a interpretação e a concordância verbal.
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Conclusão
A conversa destacou a importância da adequação do estilo à situação comunicativa, sem abrir mão da norma culta. O uso adequado do pronome “se” e a concordância verbal são elementos cruciais para a propriedade da língua, demonstrando a riqueza e a complexidade do idioma português. A busca pela elegância e precisão na linguagem foi enfatizada como um processo contínuo de aprendizagem e aprimoramento.