Obra de Guimarães Rosa é o objeto de análise da colunista
Caminhos da Língua Portuguesa: Formalidade e Invenção
Concordância Verbal: Verbos “haver”, “ver” e “fazer”
No uso formal da língua portuguesa, a concordância verbal exige atenção. Verbos como “haver”, “ver” e “fazer” apresentam particularidades. O verbo “haver”, no sentido de existir, permanece no singular, independentemente do sujeito: “Houve momentos marcantes”. Já o verbo “ver”, quando indica tempo passado (“Há dias não o vejo”), também fica no singular. Porém, quando empregado em outras construções, como em “Eles haviam proposto”, a concordância se faz normalmente com o sujeito.
Locuções Verbais e o Verbo “Ver”
Em locuções verbais, a concordância se dá com o verbo principal. Em “Tem havido impasses na discussão”, o verbo principal é “haver”, que permanece no singular, mesmo com o verbo auxiliar “ter”. O mesmo ocorre em “Começou a ver ideias consistentes”, onde o verbo “ver” comanda a concordância.
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O Verbo “Fazer” e o Verbo “Existir”
O verbo “fazer”, quando indica tempo, permanece no singular: “Faz três meses”. Por outro lado, o verbo “existir” concorda com o sujeito: “Existe uma verdade”, mas “Existem pessoas que…”
A riqueza da língua portuguesa permite tanto a formalidade quanto a invenção. Domínio da norma culta é fundamental, mas a criatividade na linguagem, como a explorada por Guimarães Rosa, demonstra a flexibilidade e potencialidade do idioma. A chave é o equilíbrio entre o conhecimento das regras e a liberdade de expressão.