No quadro desta segunda-feira, a colunista fala sobre fé, através da obra “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa
A educadora Marisa Genniquine traz uma reflexão sobre fé, utilizando um fragmento de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. A narrativa acompanha dois meninos, Riobaldo (narrador, inseguro) e Reinaldo (corajoso), em um passeio de canoa por um afluente do Rio São Francisco.
O Medo e a Coragem no Rio
A cena se passa em um local chamado Porto, onde os meninos se encontram pela primeira vez. O passeio de canoa se torna um desafio para Riobaldo, que demonstra medo da água e da imensidão do rio. Já Reinaldo, demonstra coragem e o encoraja a prosseguir. A fragilidade da canoa e a insegurança de Riobaldo sobre sua capacidade de nadar aumentam a tensão da situação.
A Fé como Força Motriz
O diálogo entre os meninos revela a fé como uma crença e disposição para enfrentar desafios. Apesar de suas inseguranças e precárias condições, a coragem de Reinaldo impulsiona Riobaldo a superar o medo. A metáfora da canoa navegando pelo rio representa a jornada da vida, com seus desafios e a necessidade de enfrentar o desconhecido.
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Lições do Sertão
A história dos meninos sertanejos, recriada por Guimarães Rosa, ilustra como, mesmo nas situações mais simples, encontramos referências para nossas vidas. A fé, a coragem e a superação de obstáculos são lições que ecoam para além do sertão, mostrando que a vida é um movimento permanente que exige enfrentamento e esperança. A música “Não Vadeia, Clementina”, de Clara Nunes, é mencionada como um exemplo dessa força e resiliência.