Confira novas dicas sobre a língua portuguesa
Marisa Giannecchini, em mais uma participação no programa ‘Papo Certo’, da CBN, discute os disfarces do discurso, abordando como diferentes formas de expressão, desde a antiguidade, podem veicular mensagens subjacentes.
O Mito de Zeto e Anfion: Trabalho e Arte
A educadora inicia sua análise com o mito de Zeto e Anfion, construtores das muralhas de Tebas. Zeto, o trabalhador braçal, e Anfion, o músico, representam dois tipos de trabalho igualmente válidos, mostrando como a narrativa mítica disfarça uma discussão sobre a importância de ambos.
Fábulas e o Disfarce da Crítica Social
Giannecchini utiliza a fábula da cigarra e da formiga como exemplo de como histórias aparentemente simples podem carregar críticas sociais profundas. A discussão sobre o preconceito contra o trabalho artístico, presente na fábula original, é expandida com a versão de Monteiro Lobato, que apresenta uma formiga “boa”, mostrando a complexidade da temática.
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Disfarces na Literatura e na Música
A especialista cita exemplos literários como as “Cartas Persas” de Voltaire e as “Cartas Chilenas” de Tomás Antônio Gonzaga, onde a crítica política e social era veiculada por meio de disfarces, protegendo os autores de represálias. Finalizando, a canção “Cálice”, de Chico Buarque e Gilberto Gil, é apresentada como um exemplo musical de crítica social disfarçada.
A discussão sobre os disfarces do discurso demonstra a riqueza e complexidade da linguagem, mostrando como mensagens podem ser transmitidas de forma indireta, muitas vezes com maior impacto e significado. A análise de textos clássicos e contemporâneos evidencia a necessidade de uma leitura atenta para desvendar as camadas de significado presentes nas diversas formas de expressão.