Colunista volta a falar da filosofia aplicada à língua portuguesa
A expressão “amor platônico” é frequentemente usada, mas sua origem e significado nem sempre são compreendidos. Para entender o que significa amar platonicamente, precisamos voltar ao século IV a.C. e ao filósofo Platão.
O Mito da Caverna e a Busca pela Perfeição
Na alegoria da caverna, Platão descreve a humanidade como aprisionada em uma caverna, vendo apenas sombras projetadas na parede. Essas sombras representam uma realidade imperfeita, enquanto a verdadeira realidade, com o bem, a beleza e a verdade, encontra-se fora da caverna. O amor platônico, nesse contexto, representa a busca por essa perfeição, por um amor idealizado e completo, que transcende as imperfeições do mundo físico.
Amor Platônico no Século XXI
Atualmente, a expressão “amor platônico” geralmente se refere a um amor não correspondido, baseado na idealização de outra pessoa. É um sentimento intenso, muitas vezes unilateral, que não se concretiza em um relacionamento recíproco. É importante diferenciar o amor platônico da admiração ou idealização, que não necessariamente envolvem paixão romântica.
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A Evolução do Sentido
O uso da palavra “platônico” amplia nosso conhecimento da língua e sua evolução. Ao entender a origem histórica do termo, compreendemos melhor sua conotação e como ela se integra à cultura. A expressão “amor platônico” adiciona nuances ao nosso vocabulário, permitindo expressar um tipo específico de sentimento amoroso.