Professora lista e explica seis funções da linguagem
A brilhante educadora Marisa Gennikini nos brinda com uma coluna sobre as funções da linguagem, segundo o pensador russo Roman Jakobson. Jakobson, que deixou a antiga União Soviética devido à incompatibilidade com a ideologia stalinista, desenvolveu suas teorias em Praga, na antiga Tchecoslováquia.
As Seis Funções da Linguagem
Jakobson define seis funções da linguagem, que vão além da simples análise sintática de um texto. Ele propõe que a compreensão de um enunciado requer a identificação de seu objetivo, público-alvo e ênfase. As funções são:
Função Referencial: Centrada no assunto, objetiva a transmissão de informações de forma direta e concisa. Exemplo: “O Brasil vai à Rússia para a Copa do Mundo”.
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Função Emotiva (ou Expressiva): Privilegia o ponto de vista do emissor, expressando suas emoções, opiniões e intenções. A frase “Eu, como eu construí aqui uma frase que eu queria ler pra vocês, eu me sinto envolvida, participante dos rumos do país” ilustra essa função.
Função Conativa (ou Apelativa): Focada no receptor, busca mobilizá-lo a uma ação ou reação. A frase “Ouça a CBN e fique atento à sua programação” é um exemplo dessa função.
Função Fática: Inicia ou testa o canal de comunicação. Saudações como “Boa tarde” ou perguntas como “Alguém tem alguma dúvida?” exemplificam essa função.
Função Metalinguística: Explica a própria linguagem, como no exemplo da escolha do título “Dom Casmurro” por Machado de Assis.
Função Poética: Centrada na mensagem, utiliza linguagem conotativa, figurada e metafórica, como em “serviram meu amor como dobrada fria”, de Álvaro de Campos.
A Importância da Função Prevalente
Jakobson destaca que, geralmente, todas as funções da linguagem estão presentes em um mesmo enunciado, porém uma delas prevalece, definindo o foco principal do texto.
Reflexões Finais
A análise das funções da linguagem, proposta por Jakobson, oferece uma ferramenta valiosa para a compreensão mais profunda dos textos, permitindo uma interpretação mais completa e significativa. A aplicação prática dessas funções pode ser observada em diversas áreas, desde a literatura à comunicação em massa, enriquecendo a forma como interagimos com a linguagem.