Colunista analisa o uso e o surgimento da palavra ‘paixão’ na língua portuguesa
A palavra paixão, em seus múltiplos sentidos, é o tema central desta conversa. Sua origem grega, derivada de patos (sentimento), nos leva a termos como apatia (falta de sentimento), simpatia (concordância) e antipatia (discordância). Do latim, passio, surge o termo em português, referindo-se inicialmente aos nossos sentimentos e pulsações.
Sentidos da Paixão
As paixões são lexicalizadas, ou seja, possuem nomes que definem nossos estados emocionais. Expressões como “estou angustiado” esclarecem nosso sentimento para o interlocutor. Algumas paixões são consideradas positivas (amor, amizade, alegria, saudade), enquanto outras são vistas como negativas (inveja, ciúme, ódio, tristeza). Entretanto, todas elas coexistem em nós, em diferentes intensidades.
Intensidade e Extensão das Paixões
As paixões podem ser intensas e pontuais (raiva, ódio) ou extensas e duradouras (mágoa). A mágoa, um desconforto persistente em relação a uma situação ou pessoa, requer atenção e superação para o bem-estar. A vida exige lidar com frustrações e buscar a felicidade, mesmo diante de emoções negativas.
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Paixões em Equilíbrio
Vivemos um espectro de paixões, em diferentes combinações e intensidades. O amor e a solidão, por exemplo, são experiências opostas, mas igualmente presentes em nossas vidas. A compreensão e aceitação de nossas emoções, sejam elas positivas ou negativas, é fundamental para uma vida plena e equilibrada.