Coluna recebe Bia Mestrinér para comemorar os 60 anos de Bossa Nova
A salinha de música recebeu Bia Mestrini para uma conversa sobre os 60 anos da Bossa Nova. Acompanhada de músicas icônicas, a entrevista relembrou momentos importantes do movimento musical.
Os Pilares da Bossa Nova
A conversa começou com “Chega de Saudade”, de João Gilberto, considerada o marco inicial do movimento em 1958. Bia destacou a efervescência cultural do Brasil na época, e a importância de artistas como Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Nara Leão na formação da Bossa Nova. A influência do Rio de Janeiro, com suas imagens de mar e barquinhos, também foi ressaltada, exemplificada pela música “Barquinho”, de Roberto Menescal, que rendeu a Bia um prêmio Sharp.
Momentos Memoráveis e Artistas Influentes
Bia compartilhou memórias afetivas de gravações marcantes, como “Águas de Março”, com Elis Regina e Tom Jobim, elogiando a delicadeza e a beleza da interpretação. A influência do jazz na Bossa Nova também foi discutida, com menções a artistas como Emilio Santiago e Johnny Alf. Bia destacou a importância de Nara Leão, lembrando de sua interpretação de “Desafinado”, e a contribuição de outros artistas como Carlos Lira, Marcos e Paulo Valle, Edu Lobo, Baden Powell, e os irmãos Marcos e Paulo.
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A Bossa Nova para o Mundo
A entrevista finalizou com a discussão sobre a internacionalização da Bossa Nova, com “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, como grande hino. Bia mencionou a gravação da música por Frank Sinatra, e sua consagração como uma das 50 grandes obras musicais da humanidade pela Biblioteca do Congresso Norte-americano. A conversa também abordou a singularidade rítmica da Bossa Nova, destacando a batida diferente do samba, e finalizou com a sugestão de “Vou te contar”, de Tom Jobim, uma música que, segundo Bia, representa a essência do movimento.
A celebração dos 60 anos da Bossa Nova trouxe à tona a riqueza musical e as memórias inesquecíveis de um movimento que marcou a história da música brasileira e mundial. A entrevista com Bia Mestrini foi uma viagem nostálgica e inspiradora pelas raízes e a força duradoura da Bossa Nova.