Quadro nesta semana relembra os sucessos e a trajetória de Tim Maia
Há 20 anos, em março de 1998, o Brasil perdia um de seus maiores ícones musicais: Tim Maia. Nascido na Tijuca, Rio de Janeiro, em 1942, o caçula de 12 irmãos trilhou uma trajetória repleta de sucessos e desafios, deixando um legado inesquecível na música brasileira.
Infância humilde e início da carreira
A infância de Tim Maia foi marcada pela pobreza. Aos oito anos, já cantava na igreja, e aos doze, ganhou seu primeiro violão do pai. Seu primeiro disco, em 1970, trouxe clássicos como “Azul da Cor do Mar” e “Primavera”. Antes de alcançar a fama solo, fundou o grupo Sputniks e chegou a dividir o palco com grandes nomes da música brasileira, como Roberto Carlos.
Sucessos, crenças e desafios
Nos anos 70, Tim Maia consolidou sua carreira com hits como “Não Quero Dinheiro, Só Quero Amar” e “Gostava Tanto de Você”. Sua viagem aos Estados Unidos em 1959, no entanto, resultou em prisão por porte de drogas. Mais tarde, envolveu-se com a Cultura Racional, o que influenciou sua música por um período. Após se afastar da doutrina, retornou ao seu estilo musical consagrado, com álbuns como “Descobridor dos Sete Mares”. A revista Rolling Stone o consagrou como o maior cantor brasileiro de todos os tempos, um título justificado por sua imensa contribuição à música nacional, com sucessos como “Um Dia de Domingo” e “Do Leme ao Pontal”.
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Legado e reconhecimento
Apesar de seu talento inegável, Tim Maia era conhecido por seu temperamento difícil e problemas com drogas e obesidade, que afetaram sua saúde nos anos 90. Em março de 1998, faleceu após sofrer duas paradas cardíacas durante ensaio em Niterói. Sua trajetória, marcada por sucessos, polêmicas e uma vida intensa, continua a inspirar e a ser celebrada até hoje, como demonstra a cinebiografia lançada em 2014. O legado de Tim Maia permanece vivo na memória afetiva de gerações de brasileiros, consolidando-o como um artista singular e atemporal.