Quadro nesta semana relembra os sucessos e a trajetória de Renato Russo
Renato Russo: Uma trajetória musical
Ribeirão Preto recebeu na semana passada o espetáculo “Renato Russo Musical”, estrelado por Bruce Gomlevsky. A peça faz uma viagem pela vida e obra de um dos maiores nomes da música brasileira, abordando seus dramas pessoais, conflitos internos, problemas de saúde e, principalmente, sua arte singular.
Infância, doença e os primeiros passos na música
Nascido no Rio de Janeiro, filho de um economista e uma professora de inglês, Renato Russo viveu na capital carioca até os seis anos. Após uma mudança para Nova York, retornou ao Brasil em 1973, fixando-se em Brasília. Aos 15 anos, foi diagnosticado com epifisiólise, uma doença óssea que o levou a cirurgias e a um longo período de recuperação em uma cadeira de rodas. Foi durante essa fase que ele se aprofundou no mundo da música, ouvindo diversos gêneros e artistas.
Da banda Aborto Elétrico à Legião Urbana
Com um espírito combativo e influenciado pelo punk rock, Renato Russo formou a banda Aborto Elétrico com amigos em Brasília. Após desentendimentos, seguiu carreira solo, adotando o nome artístico de Renato Russo, inspirado em Bertrand Russell e Jean-Jacques Rousseau. Em seguida, fundou a Legião Urbana com Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, alcançando enorme sucesso entre 1984 e 1989. Neste período, lançaram álbuns icônicos como “Dois”, e sucessos como “Pais e Filhos” e “Que País É Esse?”, que continuam atuais e relevantes até os dias de hoje.
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Legado e tributo
Renato Russo lançou três álbuns solo e, com a Legião Urbana, oito álbuns de estúdio e cinco ao vivo, vendendo mais de 20 milhões de cópias. Morreu em 1996, aos 36 anos, vítima de complicações da AIDS. Sua vida, marcada por intensos conflitos, indignação, lutas contra o álcool e as drogas, deixou um legado inesquecível na música brasileira. O espetáculo “Renato Russo Musical” é um tributo a essa trajetória singular, relembrando a força de sua obra e a sua importância para a cultura nacional.