Você toma aspirina mesmo sem ter problemas cardíacos? Cardiologista aborda o assunto
Aspirina diariamente: um dilema para a saúde cardiovascular?
Prevenção Primária vs. Secundária
A aspirina, ou ácido acetilsalicílico (AAS), é amplamente conhecida por seu papel na prevenção de doenças cardiovasculares. Seu uso na prevenção secundária, ou seja, em pacientes que já sofreram um evento cardíaco como infarto ou AVC, é comprovadamente benéfico, pois reduz a formação de coágulos sanguíneos. No entanto, seu uso na prevenção primária, para evitar esses eventos em indivíduos saudáveis, ainda gera muitas dúvidas.
Benefícios e Riscos
Estudos demonstram que a aspirina previne infartos e AVCs não fatais, com pequeno impacto na redução da mortalidade geral. Porém, como qualquer medicamento, apresenta efeitos adversos, principalmente sangramentos gastrointestinais. Embora a probabilidade de sangramento seja pequena nas doses recomendadas, a avaliação individual do risco é crucial.
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Quem deve tomar aspirina?
As diretrizes americanas recomendam o uso da aspirina para adultos entre 50 e 59 anos com alto risco cardiovascular e baixo risco de sangramento. Para indivíduos entre 60 e 69 anos, a decisão deve ser mais individualizada. Para menores de 50 ou maiores de 70 anos, as evidências são insuficientes para recomendar o uso preventivo. A decisão de usar aspirina para prevenção primária deve ser tomada em conjunto com o médico, que irá avaliar os benefícios e riscos específicos para cada paciente.
Em resumo, embora a aspirina apresente benefícios na prevenção de doenças cardiovasculares, a decisão de seu uso diário deve ser individualizada e baseada em uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios, realizada em conjunto com um profissional de saúde. A automedicação não é recomendada.