Você sabe qual valor de pressão arterial é considerado normal? Nosso colunista responde
Novos critérios para diagnóstico de hipertensão arterial foram divulgados pelo Colégio Americano de Cardiologia e outras sociedades médicas americanas, alterando os valores considerados normais para a pressão arterial. A mudança estabelece novos parâmetros para o diagnóstico e tratamento da hipertensão, impactando significativamente a prevalência da doença em todo o mundo.
Novos valores de pressão arterial
Por décadas, valores de pressão arterial iguais ou superiores a 14 por 9 mmHg eram considerados hipertensão. Os novos critérios, baseados em evidências científicas, definem valores menores que 12 por 8 mmHg como normais, e valores de 13 por 8 mmHg como elevados. O diagnóstico de hipertensão arterial atrásra será feito a partir de 13 por 8 mmHg, refletindo um aumento do risco de complicações cardiovasculares mesmo em níveis anteriormente considerados aceitáveis.
Implicações da nova classificação
A adoção dos novos critérios terá um impacto considerável na prevalência de hipertensão. No Brasil, onde a hipertensão afeta cerca de 32,5% dos adultos, a nova classificação poderá elevar este número para mais de 50%. Nos Estados Unidos, a estimativa é que mais de 100 milhões de pessoas sejam diagnosticadas com hipertensão, um aumento significativo em relação aos 82 milhões diagnosticados anteriormente. A mudança também afetará o número de pessoas em tratamento, com mais da metade dos pacientes atualmente tratados podendo não ter sua pressão controlada pelos novos padrões.
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Considerações importantes
Embora a ciência por trás dos novos critérios seja sólida, é crucial avaliar as implicações práticas da mudança. A implementação dos novos critérios exigirá recursos significativos para o diagnóstico e tratamento de um número muito maior de pacientes. É fundamental ponderar os custos e benefícios da nova classificação, buscando soluções eficazes e sustentáveis para o manejo da hipertensão arterial. A prevenção e o controle da pressão arterial continuam sendo cruciais para a saúde da população, e a adaptação a esses novos critérios deve ser feita com cautela e planejamento.