Mortes por doenças cardiovasculares caem no Brasil e no mundo
Redução da Mortalidade por Doenças Cardiovasculares no Brasil
Boas notícias sobre saúde cardiovascular
Em meio a tantas notícias negativas sobre saúde, uma boa notícia vem chamando a atenção: a redução da mortalidade por doenças cardiovasculares no mundo, com destaque para o Brasil. A cada ano, cerca de 18 milhões de pessoas morrem devido a doenças cardiovasculares, representando um terço das mortes globais. Somando-se aos óbitos por câncer, essas doenças não transmissíveis são responsáveis por aproximadamente dois terços das mortes no mundo. Fatores como obesidade, tabagismo, inatividade física, hipertensão e colesterol alto contribuem significativamente para esse cenário.
O caso brasileiro: uma exceção positiva
Um estudo publicado na revista Circulation analisou a evolução da mortalidade por doenças cardiovasculares em países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China) nos últimos 25 anos. Embora todos os países tenham apresentado reduções, o Brasil se destacou pela rapidez da queda em todas as faixas etárias. Esse sucesso é atribuído a políticas de saúde e prevenção, aliadas a ações focadas nos fatores de risco. A redução do tabagismo (atualmente com 13% de prevalência entre homens e 7,5% entre mulheres), e o aumento da prática de atividades físicas contribuíram para esse resultado positivo.
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Desafios e perspectivas futuras
Apesar dos avanços, ainda há um longo caminho a percorrer. Embora a obesidade ainda afete 20% dos homens e quase 22% das mulheres no Brasil, os resultados demonstram que ações efetivas em saúde pública podem gerar impactos positivos na redução da mortalidade por doenças cardiovasculares. A continuidade de políticas públicas eficazes, aliada à conscientização individual, são fundamentais para a manutenção e ampliação desses resultados positivos, preservando a saúde e o bem-estar da população. O caminho para uma vida mais saudável é um esforço conjunto que envolve governos, profissionais de saúde e a população.