Apesar do baixo nível de mortalidade, cardiologista alerta sobre o alto nível de transmissão do novo coronavírus
Hipertensão e COVID-19: orientações importantes sobre o uso de medicamentos
O que se sabe sobre a relação entre hipertensão e COVID-19?
A pandemia de COVID-19 trouxe à tona diversas preocupações, especialmente para grupos de risco. Entre eles, pessoas com hipertensão arterial, que frequentemente apresentam outras comorbidades e maior suscetibilidade a complicações graves. Indivíduos acima de 80 anos, por exemplo, demonstram taxas de mortalidade mais elevadas em comparação à população em geral.
Medicação para hipertensão e o risco de infecção
Recentemente, surgiram notícias sugerindo um maior risco de infecção por COVID-19 em hipertensos que utilizam inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) e bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA). Entre os IECAs, estão o captopril, enalapril, renitec, naprix e ramipril. Já os BRA incluem valsartana, losartana, diovan, cardis e benicar.
Leia também
No entanto, é crucial esclarecer que essas informações não são respaldadas por estudos científicos robustos. Sociedades médicas de renome, como a Sociedade Europeia de Cardiologia e a Sociedade Brasileira de Cardiologia, foram enfáticas ao afirmar a falta de evidências que comprovem essa relação de causalidade.
Recomendações das Sociedades Médicas
Tanto a Sociedade Europeia de Cardiologia quanto a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomendam fortemente que pacientes hipertensos continuem seus tratamentos com IECA e BRA. A manutenção do controle da pressão arterial é fundamental para um melhor prognóstico em diversas doenças, incluindo a COVID-19. Médicos são orientados a não interromper nem deixar de prescrever esses medicamentos.
Portanto, pacientes hipertensos não devem se preocupar. A manutenção do controle da pressão arterial através do uso adequado da medicação prescrita é crucial para a saúde e o bem-estar, minimizando riscos e melhorando o prognóstico em casos de infecção por COVID-19.