Cardiologista analisa os riscos à saúde causados pela fumaça e a queda na umidade do ar com os altos índices de queimadas
As queimadas têm se tornado uma preocupação global, aumentando anualmente, especialmente em estações secas e regiões de densa vegetação. O Brasil vivenciou um cenário dramático em 2019, com mais de 160 mil focos de incêndio na Amazônia entre janeiro e outubro, afetando toda a América do Sul e representando um dos maiores números desde 2013.
Incêndios na América do Sul e no Mundo
Além do Brasil, países como Venezuela, Bolívia, Colômbia, Argentina, Paraguai, Peru e Chile também registraram altos índices de incêndios. A gravidade da situação na Amazônia em 2019 levou o tema à 45ª reunião de cúpula do G7. No ano anterior, a Austrália sofreu incêndios devastadores, atingindo mais de 6,3 milhões de hectares, causando a morte de pelo menos 25 pessoas e 480 milhões de animais.
Impactos na Saúde e Meio Ambiente
Os incêndios causam prejuízos incalculáveis à saúde global. Um estudo da Associação Médica Americana analisou os impactos dos incêndios australianos, concluindo que as altas concentrações de partículas finas geradas penetram profundamente nos pulmões, causando inflamações graves, agravando doenças respiratórias e cardiovasculares, como asma, infartos e ataques cardíacos. A pesquisa também destaca o aumento de atendimentos em pronto-socorro para crianças e a relação entre poluentes e o desenvolvimento de câncer.
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Prevenção e Cuidados
A prevenção e o combate às queimadas são cruciais para a saúde pública e a preservação ambiental. Os incêndios florestais representam um risco significativo para diversas doenças, incluindo as cardiovasculares, reforçando a necessidade de ações globais para mitigar seus impactos devastadores.