Especialista fala sobre riscos no consumo de produtos industrializados e ultraprocessados
O consumo excessivo de sal é um problema de saúde pública com consequências graves, especialmente quando se considera o alto consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados. Segundo o Dr. Fernando Nobre, em sua coluna na CBN Saúde, o sódio, componente principal do sal, apesar de essencial para funções corporais como regulação de líquidos, impulsos nervosos e contração muscular, em excesso, causa danos à saúde.
Sal: Um vilão milenar
A história do sal acompanha a humanidade há milênios, desde o Império Romano, onde seu valor era equiparado ao ouro. A palavra “salário”, inclusive, deriva do latim “salarium”, que significa pagamento em sal. Embora tenhamos necessidades fisiológicas de sódio, o consumo atual ultrapassa em muito essas necessidades, principalmente devido ao consumo de alimentos processados.
Os perigos do excesso de sódio
O excesso de sódio está diretamente ligado à hipertensão arterial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo máximo de 5 gramas de sal por dia, incluindo o sal adicionado e o naturalmente presente nos alimentos. No entanto, estudos revelam que no Brasil, 16% dos homens e 11% das mulheres consomem mais de 12 gramas de sal diariamente, enquanto apenas 2,5% seguem a recomendação da OMS. Esse consumo exacerbado contribui para o aumento da prevalência de hipertensão nos últimos anos, embora não seja o único fator.
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Como reduzir o consumo de sal
Para diminuir o consumo de sal, o Dr. Nobre sugere algumas medidas: evitar o saleiro à mesa, optar por alimentos com menor teor de sal e prestar atenção aos alimentos processados, geralmente ricos em sódio. Adaptando a frase do filósofo Sócrates, o Dr. Nobre reforça a ideia de que não devemos comer em excesso para não vivermos com as consequências negativas do consumo excessivo de sal. A moderação é a chave para uma vida mais saudável.



