Cigarros eletrônicos têm sido cada vez mais utilizados por fumantes, mas se engana quem acha que não traz prejuízos à saúde
Cigarros eletrônicos: uma ameaça crescente à saúde cardiovascular
O crescimento alarmante do uso de cigarros eletrônicos
O uso de cigarros eletrônicos tem crescido exponencialmente em todo o mundo, incluindo o Brasil. Criados na China no início dos anos 2000, esses dispositivos liberam vapores contendo substâncias presentes em cigarros convencionais, principalmente nicotina. Com mais de 400 marcas disponíveis e diferentes níveis de nicotina (de 0 a 24 miligramas por cartucho), os e-cigarettes representam uma séria ameaça à saúde, apesar de serem comercializados com a promessa de auxiliar na redução do tabagismo.
A estratégia de marketing e a enganosa promessa de redução do tabagismo
A indústria do tabaco tem empregado estratégias de marketing agressivas para promover os cigarros eletrônicos, muitas vezes usando celebridades e apelando para a ideia de que seriam uma alternativa menos nociva aos cigarros tradicionais. Contrariamente à proibição de anúncios de cigarros convencionais em muitos países, os e-cigarettes encontraram um espaço na mídia, contribuindo para o seu aumento de popularidade. Entretanto, estudos mostram que uma tragada de cigarro eletrônico corresponde a pelo menos 20% do conteúdo de um cigarro comum, desmentindo a promessa de redução do vício.
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Os impactos na saúde e o futuro incerto
Pesquisas recentes, como as publicadas no New England Journal of Medicine, revelam um crescimento alarmante no uso de cigarros eletrônicos entre jovens e adolescentes americanos, atingindo 27,5% dos jovens investigados. Embora faltem estudos específicos sobre a prevalência no Brasil, é provável que a situação seja similar. A substituição do tabagismo tradicional pelo uso de cigarros eletrônicos não é uma solução, pois ambos apresentam riscos significativos à saúde, principalmente cardiovascular. É crucial conscientizar a população sobre os perigos dos cigarros eletrônicos e combater a sua disseminação.
A crescente popularidade dos cigarros eletrônicos exige uma atenção imediata das autoridades de saúde e da sociedade como um todo. A falsa promessa de redução do tabagismo mascara uma realidade preocupante: uma nova ameaça à saúde pública que requer medidas eficazes de prevenção e controle.