Consumo moderado de álcool pode ser medida de prevenção para doenças cardiovasculares
Álcool e doenças cardiovasculares: um debate complexo
Consumo moderado e proteção cardiovascular: um mito?
Há quem defenda que o consumo moderado de álcool (como uma cerveja, duas doses de uísque ou 300ml de vinho por dia) protege contra doenças cardiovasculares, principalmente infarto. No entanto, essa ideia é controversa. Embora alguns estudos indiquem uma possível redução no risco de infarto, o consumo de álcool aumenta a probabilidade de outros problemas cardiovasculares, como acidentes vasculares cerebrais (AVC) isquêmicos e hemorrágicos. A interpretação desses dados é delicada e pode levar a conclusões equivocadas. É importante lembrar que, mesmo em quantidades moderadas, o álcool pode causar vício, problemas digestivos e alterações comportamentais.
Riscos do consumo excessivo: estudo americano
Um estudo americano liderado pela Dra. Elizabeth Moskovski investigou a relação entre o consumo de álcool e o infarto agudo do miocárdio. A pesquisa, que entrevistou mais de 3.800 pessoas internadas por infarto em 64 centros de atendimento nos Estados Unidos, revelou uma forte correlação entre o consumo excessivo de bebidas alcoólicas (cerveja, vinho e licores) até uma hora antes do evento e a incidência de infarto. Os resultados mostraram que o risco de infarto foi 1,7 vezes maior em indivíduos que consumiram álcool no último ano antes do evento, sendo a relação mais forte com o consumo de licores, seguido de cerveja e vinho.
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Novas perspectivas e reflexões
Este estudo levanta novas questões sobre a relação entre consumo de álcool e doenças cardiovasculares. A ideia de que o consumo moderado de álcool seja protetor precisa ser analisada com cautela, considerando os potenciais riscos e benefícios. Mais pesquisas são necessárias para esclarecer completamente essa complexa relação e fornecer orientações mais precisas sobre o consumo de bebidas alcoólicas.