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Cardiologista relaciona as intervenções medicinais com a religiosidade
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Cardiologista relaciona as intervenções medicinais com a religiosidade

Cardiologista relaciona as intervenções medicinais com a religiosidade

Ciência e religião: um diálogo milenar que continua a intrigar a humanidade. Desde a antiguidade, pensadores e cientistas buscam compreender a relação entre esses dois campos do conhecimento. Albert Einstein, por exemplo, já afirmava que “a ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega”. Max Planck complementava essa ideia ao destacar a importância da ordem espiritual para o sentido da vida humana. E Carl Gustav Jung, em seus estudos, também explorou a dimensão transcendental da existência.

A influência da religiosidade na saúde

Estudos recentes demonstram a influência da espiritualidade e da religiosidade na saúde, especialmente na área de cuidados paliativos. Mais de 300 publicações científicas em revistas internacionais comprovam os efeitos positivos da religiosidade sobre as doenças cardiovasculares. Um estudo com mais de 74 mil enfermeiras nos Estados Unidos (Nurses’ Health Study) mostrou que aquelas com práticas espiritualistas regulares tiveram maior longevidade e menos eventos cardíacos. A explicação para esses resultados reside na forma de vida dessas pessoas, marcada por maior compreensão, perdão e amor próprio e ao próximo.

Cuidados Paliativos e a importância da espiritualidade

A crescente área dos Cuidados Paliativos reconhece a importância de considerar as crenças, a espiritualidade e a religiosidade dos pacientes. A prática médica baseada em evidências deve incorporar esses aspectos, oferecendo suporte e apoio além dos tratamentos convencionais. A inclusão da dimensão espiritual nos cuidados de saúde demonstra uma abordagem mais holística e humanizada, reconhecendo a complexidade do ser humano.

As palavras de Nelson Mandela ecoam a importância do amor e do bem em nossas vidas, lembrando que o ódio é aprendido e, portanto, o amor também pode ser aprendido. A busca pelo sentido da vida, seja pela ciência ou pela religião, ou pela interação entre ambas, impulsiona a humanidade em direção a uma compreensão mais profunda de si mesma e do mundo que a cerca.

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