Você ingere muita gordura saturada? Saiba quais riscos está correndo
Ouvintes da CBN, um debate acirrado envolve o consumo de carnes vermelhas e seus impactos na saúde cardiovascular. Médicos e nutricionistas têm se mostrado preocupados com a quantidade de gorduras saturadas e colesterol LDL presentes nessas carnes, tradicionalmente associados à obstrução das artérias e doenças graves.
Novas evidências científicas
Um estudo recente publicado em 22 de maio na revista da Associação Americana de Medicina, liderado pela Dra. Jennifer A. Bays, questiona essa visão tradicional. A pesquisa analisou diversos estudos e concluiu que não há uma correlação direta entre o consumo de gorduras animais e doenças cardiovasculares, contrariando crenças anteriores. O colesterol presente nas carnes vermelhas, portanto, não seria o único fator de risco.
A Trimetilamina N-óxido (TMAO) como vilã
A Dra. Bays e o professor de cardiologia da Cleveland Clinic, Dr. Stanley Hazen, apontam para outro composto: a trimetilamina N-óxido (TMAO). Essa substância, presente em quantidades normais no organismo, aumenta significativamente com o consumo excessivo de carnes vermelhas, mas não com carnes brancas. Níveis elevados de TMAO estão associados a um maior risco de doenças cardiovasculares e mortalidade. O risco, segundo os pesquisadores, estaria ligado à produção aumentada e à dificuldade de excreção da TMAO, e não à quantidade de gordura nas carnes.
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Outros fatores de risco e considerações finais
Embora a TMAO seja um foco importante, os especialistas alertam que esta pode ser apenas uma parte do problema. Outros alimentos processados, bebidas energéticas e alguns suplementos proteicos também podem contribuir para o aumento dos níveis de TMAO no organismo. Mais pesquisas são necessárias para entender completamente a relação entre o consumo de carnes vermelhas, a TMAO e as doenças cardiovasculares, especialmente em indivíduos que consomem grandes quantidades dessas carnes diariamente.



