Saiba quais os riscos à saúde do coração para quem é fumante
O tabagismo é apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a maior ameaça à saúde pública global. No Brasil, os custos com doenças e perda de produtividade associadas ao tabagismo chegam a 57 bilhões de reais anualmente, enquanto a arrecadação com impostos sobre cigarros fica em torno de 13 bilhões, cobrindo apenas pouco mais de 20% dos gastos gerados pelo problema. Em escala global, os gastos anuais ultrapassam 1 trilhão de dólares, com os produtos de tabaco matando dois em cada três consumidores e afetando também fumantes passivos.
Combate ao Tabagismo: Estratégias Eficazes
Apesar do cenário preocupante, campanhas antitabagismo têm demonstrado resultados positivos. A lei 12.546, que proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo, e a obrigatoriedade de imagens impactantes nos maços de cigarro, são exemplos de medidas que contribuíram para a redução do tabagismo no Brasil. A Austrália também implementou uma legislação semelhante, com imagens de advertência em fundo preto, obtendo uma redução de 2% no consumo de cigarros em 30 meses.
Resultados Positivos no Brasil
No Brasil, a combinação da proibição de fumar em ambientes fechados e da publicidade negativa nos maços de cigarro resultou em uma queda substancial na prevalência do tabagismo entre 1990 e 2015. Entre os homens, a porcentagem de fumantes diários caiu de 29% para 12%, e entre as mulheres, de 19% para 8%. Esses dados demonstram a eficácia de políticas públicas voltadas para o controle do tabagismo.
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Em suma, o tabagismo representa um grave problema de saúde pública, com altos custos econômicos e sociais. No entanto, ações efetivas, como leis de restrição e campanhas de conscientização, têm demonstrado sua capacidade de reduzir significativamente a prevalência do hábito de fumar, melhorando a saúde da população e reduzindo os impactos negativos na economia.