Pessoas não cardíacas devem tomar AAS (ácido acetilsalicílico)? Confira a dica
Em 26 de dezembro de 2017, a dúvida sobre o uso diário de aspirina por pessoas sem doenças cardíacas foi levantada, uma questão recorrente em consultórios médicos. A aspirina, ou ácido acetilsalicílico (AAS), derivado da casca do salgueiro, reduz a formação de coágulos sanguíneos, prevenindo infartos e derrames.
Benefícios comprovados e incertezas
Desde a década de 1970, estudos demonstram a eficácia da aspirina na redução da mortalidade após infartos (23% de redução na fase aguda e 31% de redução em novos infartos). No entanto, seu papel na prevenção primária (em indivíduos sem histórico cardiovascular) permanecia incerto.
Resultados de estudo recente
Resultados recentes do Congresso Europeu de Cardiologia em Munique apontam que o uso de aspirina como prevenção primária não traz benefícios claros, exceto para pacientes com altíssimo risco cardiovascular. O estudo reforça a importância de mudanças no estilo de vida, como parar de fumar, praticar exercícios físicos regulares, controlar a pressão arterial e o colesterol.
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Considerações finais
O uso de aspirina não deve ser generalizado. A decisão deve ser tomada em conjunto com um médico, considerando os riscos e benefícios individuais, evitando o uso desnecessário ou a omissão quando claramente benéfico.