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Ouça a coluna ‘CBN Saúde e Bem Estar” com a doutora Cristiane Mendes

Câncer de colo de útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, com 16 mil novos casos ao ano
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Câncer de colo de útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, com 16 mil novos casos ao ano

Câncer de colo de útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, com 16 mil novos casos ao ano

O câncer de colo de útero é um problema de saúde pública no Brasil, com mais de 16 mil casos diagnosticados e cerca de 5.500 mortes por ano, representando quase 30% de letalidade. A prevenção é fundamental para reduzir esses números alarmantes.

Sinais de alerta e prevenção

Mulheres com atividade sexual devem realizar exames ginecológicos preventivos regularmente, incluindo o exame especular e o Papanicolaou. Sinais como dor durante a relação sexual, sangramento e corrimento vaginal podem indicar a presença de lesões no colo do útero e requerem atenção médica imediata. A vacina contra o HPV, disponível no calendário vacinal para meninas e meninos, é uma importante ferramenta de prevenção, cobrindo os tipos 16 e 18 do vírus, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero. Além da vacinação, hábitos saudáveis como boa alimentação, exercícios físicos e sexo seguro também contribuem para a prevenção.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento. Após o exame ginecológico e biópsia, o tratamento é determinado de acordo com o estágio da lesão. A maioria dos casos (mais de 90%) são curáveis, especialmente se detectados precocemente, muitas vezes com uma pequena cirurgia. Casos mais avançados podem necessitar de radioterapia e quimioterapia, com menores chances de cura.

A importância da prevenção e do exame de rotina

O câncer de colo de útero é totalmente prevenível. A conscientização sobre a importância da vacinação contra o HPV na adolescência e a realização regular do exame de Papanicolaou são medidas essenciais para reduzir significativamente a incidência da doença. O exame é rápido, indolor e, após dois resultados normais anuais, pode ser realizado a cada três anos, a menos que haja alguma suspeita de lesão. A detecção precoce salva vidas e permite um tratamento mais eficaz.

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